BaseJump levado ao extremo por Russos!!

Este video como não podia deixar de ser veio da Rússia. Supostamente o que eles deveriam estar a fazer é BaseJump, para quem não sabe BaseJump, trata-se de uma pessoa que salta de um prédio, antena, ponte ou penhasco utilizando um para-quedas de baixas altitudes. Só que este russos fazem isto com a corda que se utiliza para fazer Bungee Jumping…. preza nas costas através de ferros.

Só mesmo vendo é que vais perceber:

Descida de alta velocidade em carrinho de rolamentos!!

Já todos passamos por uma fase em gostávamos de ter tido um carrinho de rolamentos para andar na brincadeira com os amigos. O que eu nunca vi foi a utilizarem este tipo de carrinho para fazer descidas de alta velocidade numa colina. Isto é uma ideia que se correr bem devesse ser bastante divertida, mas caso de para o torto pode haver alguns ossos partidos.

Só vendo o video é que vais perceber, ao que me refiro. Podes velo aqui:

Utente deficiente insultada por Revisor da CP

fotografia-112-663x497

Noticia do site O Corvo:

A Marisa ainda lhe custa acreditar. Como se já não bastassem as dificuldades quotidianas, de cada vez que pretende deslocar-se, o agravo, desta feita, chegou pela internet. A empresa promete averiguar.

Texto e fotografia: Samuel Alemão

Uma utente da CP que se desloca em cadeira de rodas foi insultada por um revisor, no dia 19 de Outubro, através de uma mensagem privada na sua conta de Facebook. “Aconselho-te vivamente a procurares um psicólogo porque tens um problema mental. Despeço-me atenciosamente. Revisor Pernes Mendes”, termina assim a mensagem, na qual o funcionário da empresa ferroviária critica a passageira, aparentemente, por esta ter apresentado uma reclamação relativa ao serviço prestado a pessoas com mobilidade reduzida. A passageira formalizou, no início desta semana, queixa contra o revisor. A CP, que desconhecia o caso, diz que o vai investigar. E, caso se justifique, retirar “as devidas consequências”.

Marisa Lino, 29 anos, é portadora de uma deficiência que a obriga a mover-se em cadeira de rodas eléctrica. Reside em Alverca e, de cada vez que pretende vir a Lisboa, de comboio, tem que se submeter a uma das condições básicas do Serviço Integrado de Mobilidade (SIM) da CP: fazer a marcação da viagem com 48 horas de antecedência. O agendamento é efectuado por e-mail, apenas nos dias úteis. As viagens são, posteriormente, confirmadas pela transportadora. Mas os clientes nas condições de Marisa têm de se conformar com a imposição de não poderem viajar após as 20h30 – horário de encerramento da maioria das bilheteiras nas estações de caminhos-de-ferro. Por causa dessa imposição e de duas falhas relativas ao SIM, consigo ocorridas, Marisa decidiu apresentar reclamações.

Uma da reclamações dizia respeito ao facto de, numa das viagens, em vez de sair em Entrecampos, ter ficado na estação de Benfica, devido ao esquecimento de um revisor. Na altura, a situação foi resolvida pelos funcionários, mas Marisa entendeu que, ainda assim, deveria apresentar reclamação. Noutra situação idêntica, a passageira viu-se quase a fazer o percurso de volta do comboio, na direcção Alverca-Sintra, porque ninguém se lembrou de a fazer sair em Alverca, quando chegou de Lisboa. A sua sorte foi ter sido vista por um rapaz que estava no cais, e que, ao aperceber-se da sua expressão de impotência, avisou os funcionários. E lá foi retirada da composição. Quer para subir, quer para descer, é necessário que alguém coloque uma rampa entre a carruagem e o cais.

Mas, para além destes incidentes particulares, o que motiva o descontentamento de Marisa – e de outras pessoas na sua condição – é a espécie de recolher obrigatório imposto pelos horários. Depois das 20h30, é impossível viajar. Com todas as consequência que tal acarreta a nível social. A título de exemplo, esta cliente pretendia participar em aulas de dança adaptada a cadeira de rodas, na zona de Alvalade – para as quais havia sido convidada por uma amiga –, mas não o pôde fazer porque eram das 18h às 19h30. Tarde de mais para poder apanhar um autocarro para Entrecampos e, depois, tomar o último comboio disponível de acordo com o previsto no SIM. Esta situação, associada à antecedência com que tem de sinalizar o comboio em que pretende viajar, leva-a a sentir-se altamente constrangida e manietada nos seus direitos de cidadania.

“Estou fechada em casa, gostava de fazer coisas, de participar, ocupar a minha mente. Nem a manifestações posso ir, para defender os meus direitos”, lamenta Marisa, actualmente desempregada. A imposição horária, de resto, impede-a de poder sequer sonhar com trabalho num horário nocturno ou com acções de formação em horário pós-laboral. Tem perdido oportunidades. Mas não só: “A minha vida social está muito limitada, não posso ir jantar com amigos ou ir a um bar”, lamenta. Por isso, apresentou também uma reclamação junto da CP, apelando a uma maior flexibilização dos horários e da operacionalidade do serviço especializado para clientes com necessidades especiais. É uma luta que pretende continuar a travar. E que a tem levado também a escrever sobre o assunto no Facebook.

Foi através desta rede social, contudo, que ela teve a mais inesperada – e indesejada – das reacções. A 19 de Outubro, algumas semanas após ter formalizado a última das suas reclamações junto da CP, recebeu uma mensagem privada na sua conta de Facebook. Era de alguém chamado Pernes Mendes. Pessoa que Marisa, de início, não tinha a mínima ideia quem fosse e, muito menos, fizesse parte da sua lista de “amigos” na rede social. Dizia: “E uma pena não reconheceres o trabalho dos revisores da CP que diariamente te auxiliam nas tuas deslocações , no entanto mostras-te a quem quis ver a tua falta de educação . Se queres lutar por um direito não e desta forma que o vais concretizar. Mais não te esqueças que os revisores da CP são pessoas de bem e ate a data não tiveram um comportamento lamentável como o seu. A concelho- te vivamente a procurares um psicólogo porque tens um problema mental. Despeço-me atenciosamente revisor Pernes Mendes”. Ipsis verbis.

Mensagem do revisor

Mensagem-do-revisor

A mensagem que apanhou Marisa Lino de surpresa vai ser investigada pela companhia

A primeira reacção foi de estupefacção. “Li aquilo várias vezes. Nem queria acreditar”, diz. “Nunca fui mal-educada com ninguém, nem sequer formalizei uma queixa contra alguém em particular”, afirma Marisa, que, após o choque inicial, relacionou o sucedido com as reclamações que apresentara umas semanas antes. “Ou ele encontrou algo que eu escrevi no Facebook ou, então, viu o meu nome nas reclamações que apresentei na CP”, afirma a passageira, que se confessa surpreendida, e apreensiva, com a possibilidade de a sua queixa ter desencadeado uma atitude persecutória por parte de um funcionário da ferroviária. O que levanta também questões sobre a privacidade das bases de dados dos clientes e da correspondência por si trocada com a empresa.

“De certa forma, julgo que ele me quis intimidar”, considera Marisa Lino, que, agora, vai apresentar uma queixa formal à empresa, “para que situações destas não se repitam”. A queixosa sente-se melindrada, pois, dias após ter recebido a mensagem, verificou que o dito revisor – de quem ela se veio a recordar ser, afinal, um dos funcionários em serviço na ligação por si utilizada – a havia já “marcado”, alguns dias antes. Isto porque ele optou por activar a funcionalidade do Facebook através da qual poderá seguir a conta de Marisa sem lhe ter sequer feito um pedido de amizade. Observando o perfil de Pernes Mendes na rede social, ontem, podia verificar-se que, de facto, ele estava a seguir a actividade de Marisa.

Questionada pelo Corvo, a CP prometeu averiguar o caso. “A CP confirma que tem nos seus quadros um operador de revisão e venda com o nome Pernes Mendes”, respondeu, ontem, por e-mail, Ana Portela, directora de Relações Institucionais e Comunicação da transportadora. “Perante a apresentação de reclamações relacionadas com a sua atividade, esta empresa procede sempre à averiguação de todas as circunstâncias que originam ou estão relacionadas com as situações em causa. Não deixará de o fazer também neste caso. Apurados os factos, caso constituam violação do dever laboral, serão retiradas as devidas consequências”, disse.

Fonte e noticia de o Corvo: Noticia no site